A exclusão da modalidade culposa da Lei de Improbidade Administrativa e seus impactos na responsabilização de agentes públicos
Conclui meu TCC - Trabalho de Conclusão do Curso de Pós Graduação em Direito Público: Constitucional, Administrativo e Tributário da Universidade Estácio de Sá, "A exclusão da modalidade culposa da Lei de Improbidade Administrativa e seus impactos na responsabilização de agentes públicos".
Resumo do Trabalho: A Lei n. 8.429/1992 ou Lei de Improbidade Administrativa (LIA) surgiu em um contexto em redemocratização, a promulgação da Constituição de 1988 e ampliação da autonomia do Ministério Público. A Lei n. 14.230/2021 trouxe inúmeras alterações, ao ponto de alguns autores a rotularem como “Nova Lei de Improbidade Administrativa”. Parte da doutrina vê as alterações como um retrocesso, que dificulta o combate a corrupção e é leniente com a negligência e incompetência no serviço público, enquanto outros a saúdam como grande avanço, verdadeiro reequilíbrio da lei em relação à segurança jurídica e ao respeito aos direitos e garantias fundamentais. A proposta deste artigo é analisar uma das principais alterações na LIA, a exclusão da modalidade culposa, e avaliar os impactos iniciais nos processos de sanção a agentes públicos, considerando o contexto mais amplo da legislação especializada. Para atingir esse fim foram analisadas as principais alterações na lei, verificadas as diferenças no tratamento dos atos dos agentes públicos e, por fim, feita uma análise conclusiva de prós e contras. Os resultados indicam que a alterações ampliaram a segurança jurídica, tornando a lei mais aderente aos princípios e garantias constitucionais, o que não significa que não possa ser objeto de aprimoramentos para que a principal crítica, uma possível leniência, não possa ser endereçada com novas alterações ou interpretações.
Palavras-chave: Lei de Improbidade Administrativa, Lei n. 14.230/2021, princípios de direito administrativo, direito administrativo sancionador.
Artigo disponível no Researchgate: http://dx.doi.org/10.13140/RG.2.2.27026.88003